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História, Indústria, natureza e design: Zurique, Suiça

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Não é fácil de escrever sobre Zurique pois é uma cidade cheia de contrastes. Por um lado, a parte antiga com a igreja Fraumünster do séc.XIII, por outro, grandes distritos industriais com edifícios cinzentos desinteressantes. Apesar de ser a maior cidade na Suiça, sente-se um pouco de provincialismo, simplicidade e acima de tudo tranquilidade. As pessoas deslocam-se em comboios e bicicletas, o centro não está repleto de carros e se passam um ou dois, nunca andam acima dos 50km/h e dão sempre prioridade ao peão e à bicicleta.

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As pessoas passam tempo no lago, a relaxar na relva enquanto bebem uma cerveja. Aqui, o consumo de alcool em locais públicos é permitido. Para estacionar o carro por um período de tempo mais longo é necessário uma permissão especial da policia local, há radares de velocidade em todas as esquinas, não se atravessa a rua com o sinal vermelho.

Já de noite, a loucura vem à tona na rua Langstrasse, um dos distritos vermelhos da cidade e um antro de prostituição(legal na Suiça). É uma rua estranha que se não fosse pelos bares mais hipster ou pelas muitas boutiques de moda poderia causar um certo medo.

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Zurique é uma combinação de história, industria, natureza e design. Estes elementos misturam-se a todo tempo. Deixa-se a parte antiga onde se pode ver o edifício da Câmara municipal da época do renascimento, a igreja mãe do protestantismo suíço(Grossmünster), ou a igreja de São Paulo do séc. XIII e entra-se numa rua cheia de cafés modernos, bares e lojas dos estilistas mais famosos. Mais adiante podem encontrar o lindíssimo passeio Utoquai nas margens do lago Zurique, a rua  Bahnhofstrasse com inúmeras lojas e bancos e um pouco mais acima a elegante universidade na rua Räamistrasse onde tem um excelente miradouro sobre a cidade. Umas estações de eléctrico mais à frente e encontram o distrito de Hardbrüke altamente industrial e recentemente modernizado e na moda. A loja da famosa marca Freitag que vende malas feitas de lonas de camião recicladas fica ali. Zurique é também uma cidade da arte. Ali apareceu o dadaísmo, James Joyce escreveu as suas obras de arte, na igreja Fraumünster na rua Kämbelgasse 2 podem admirar os vitrais pintados por Marc Chagall e visitar muitos museus de arte moderna e não só.

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Houve um sítio que nos surpreendeu realmente. Situado no rio Sihl, durante o dia é uma piscina natural só para os homens, pelo final da tarde transforma-se num bar a céu aberto com bancos de piquenique e almofadas coloridas. O bar Rimini é um escape único do barulho e stress da cidade.

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A Aga e o Pascal, os nosso amigos que nos mostravam a cidade não paravam de falar na ESTAÇÃO. “Comprámos pão na estação, saímos para visitar da estação, temos que vos mostrar a estação…”

A estação era no centro da cidade, aberta mesmo aos feriados, com um aspecto estéril com as suas luzes brancas e corredores longos com imensas lojas, 54 plataformas e acima de tudo, milhares de pessoas a entrarem e saírem dos numerosos, modernos, limpos, pontuais como relógios suíços e incrivelmente caros comboios. Caros sim. Infelizmente Zurique deve ser um dos sítios mais caros no mundo. Uma vodka num bar? 15 euros. Duas salsichas Bratwurst e uma cerveja e um sumo, 25 euros numa tasca de rua e os transportes públicos que matam qualquer orçamento diário de um mochileiro.

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E onde andam os bancos Suíços, a bolsa e o centro financeiro? Acho que devem ter escapado à nossa atenção entre edifícios velhos e  modernos, café e caminhadas ao longo do rio.

Mais fotos da Suiça aqui.

Magda

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